Design: forma e função

Não é raro ouvimos em propaganda de carro: “design moderno”, “design arrojado” ou outro adjetivo. Pode soar bastante óbvio para algumas pessoas que trabalham na área, mas design não refere-se puramente ao visual. Bom design não é o mais bonito – até porque a beleza, todos sabemos, pode ser muito relativa.
Steve Jobs pregava isto com certa veemência: “Design não diz respeito a como as coisas se parecem, mas sim a como as coisas funcionam”. E muitas vezes se irritava quando os protótipos que os designers da Apple faziam não saíam tão user-friendly quanto ele concebia em sua mente. Tinha que ser perfeito e intuitivo ao máximo.
Se procurarmos o termo design na Wikipédia:
“O design, desenho industrial ou desenho ou modelo (português europeu) é a configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Essa é uma atividade técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema. Simplificando, pode-se dizer que design é projeto.”
Ou, se pegarmos a tradução literal, temos o substantivo desígnio, que no dicionário aparece assim:
de.síg.nio sm (lat designiu) 1. Plano, projeto. 2. Intenção, propósito. 3. Destino.
Ou seja, como a própria palavra sugere, design é muito mais do que uma simples questão estética. É uma atividade que serve ao mercado, portanto visa criar objetos, peças de comunicação, interfaces e até sistemas ou processos da melhor forma possível para que, acima de tudo, sirvam ao seu propósito. A estética está presente, é claro; o design tem um lado artístico, que toca o público com apelo emocional, até porque isto também é importante do ponto de vista mercadológico. Um smartphone, por exemplo, deve ter uma interface gráfica que possibilite um deslizar suave e onde os botões sejam adequados ao tamanho dos dedos – diferente de interfaces que serão operadas com mouse e teclado. Precisa ser bonito, claro, mas no entendimento do público que irá usá-lo, e como irá usar. Uma cadeira deve ser confortável – ou nem tanto, se o objetivo for fazer as pessoas ficarem sentadas nela por pouco tempo. Design “feio” pode ser um sucesso também, se você fabrica fantasias de Halloween, por exemplo. E pode ser um fracasso se não entregar a usabilidade que se espera.
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